Servidores
Um servidor é uma máquina Linux que você controla e onde seus agentes moram. A Bia instala o runtime lá e depois gerencia de fora. Esta página explica como isso funciona e o que esperar.
Instalar um servidor
Em Servidores → Novo servidor, o assistente pede:
- Um nome — como você quer chamar essa máquina no painel.
- Como conectar — endereço, porta SSH e autenticação (senha ou chave privada). Precisa ser um acesso com poderes de
root: a instalação mexe em serviços do sistema. - Um preset — o time de agentes que já sai instalado junto. Você pode escolher nenhum e criar os agentes depois.
Antes de instalar, o assistente mostra tudo que você escolheu em uma tela de revisão — vale conferir o endereço e a porta aqui, porque é o erro mais comum:

A instalação roda em segundo plano, e a página mostra o progresso etapa por etapa, com o log de cada uma. Costuma levar de 5 a 10 minutos.

O que a instalação faz
- Instala o runtime de agentes e as dependências dele.
- Endurece o acesso SSH da máquina.
- Sobe os serviços que mantêm os agentes rodando e sincronizando.
- Instala um conector que fala com a Bia — é por ele que o painel recebe status e envia comandos.
- Provisiona os agentes do preset, se você escolheu um.
Quando termina, o servidor fica Pronto e passa a aparecer como Online.
Depois da instalação, a senha SSH deixa de funcionar. O endurecimento troca o acesso para chave. Isso é intencional — mas guarde sua chave, porque é ela que te dá acesso à máquina fora da Bia.
Depois disso o servidor aparece na página Servidores, que tem três abas:
- Monitoramento — um cartão por máquina, com os sinais vitais que o conector reporta: uso de CPU, memória e disco, além do status do conector e da hospedagem. É a visão para bater o olho e ver se alguma máquina está apertada.
- Servidores — a mesma frota em formato de tabela, com status, instalação e último contato, para quando você quer ordenar ou comparar.
- Backups — o histórico de backups do negócio, explicado em Backups e restauração.

E a mesma frota na aba de tabela:

Como a Bia fala com o servidor depois
Não é uma conexão SSH permanente. O servidor é quem inicia a conversa: ele consulta a Bia periodicamente para buscar comandos e reportar o que está acontecendo. Na prática:
- Nenhuma porta de entrada precisa ser aberta para a Bia.
- Se a máquina cair, o painel percebe pela ausência de contato e marca Offline.
- Comandos enfileirados enquanto o servidor está offline são entregues quando ele volta — ou expiram, se ficarem parados tempo demais.
Atualizações do núcleo
O conector se atualiza sozinho. Quando lançamos uma versão nova, o servidor percebe na próxima sincronização, baixa os scripts, confere a integridade deles e troca. Você não precisa fazer nada, e normalmente leva poucos minutos.
O mesmo vale para o núcleo de habilidades: ele se mantém atual sem apagar o que o agente aprendeu localmente.
Vários agentes no mesmo servidor
Um servidor hospeda quantos agentes você quiser (dentro do limite do seu plano). Cada um tem persona, memória e canais próprios, isolados um do outro. Eles podem colaborar — veja Tarefas e colaboração.
Vários servidores
Nada impede ter mais de um. Motivos comuns: separar ambientes, aproximar um agente de um banco de dados, ou dividir custo. Agentes em servidores diferentes conseguem trabalhar juntos pelo quadro de tarefas.
Chaves SSH
Em Credenciais → Chaves SSH ficam as chaves que a Bia usa para instalar. Você pode cadastrar a sua ou deixar a Bia gerar uma. A chave privada é guardada cifrada. A página Servidores também leva direto para lá, já que é ali que você costuma precisar dela.
Remover um servidor
Excluir o servidor no painel remove o registro dele na Bia e para o gerenciamento. A máquina continua existindo e os agentes continuam rodando lá — remover da Bia não é o mesmo que desinstalar. Se você quer a máquina limpa, reinstale o sistema operacional ou apague o runtime manualmente.
Próximos passos
- Agentes — criar agentes nesse servidor.
- Backups e restauração — proteger o que está lá.
- Solução de problemas — instalação falhou, servidor offline.