Arquivos

A página Arquivos lista tudo que seus agentes receberam e geraram, em todos os servidores do negócio, em um lugar só.

De onde vêm os arquivos da lista

Duas origens, e a diferença importa:

Arquivos de conversa. O que você mandou para um agente e o que ele produziu numa conversa.

Arquivos descobertos. Os agentes salvam onde acham melhor — uma imagem gerada em ~/Pictures, um relatório em ~/relatorios. Em vez de exigir que sigam uma convenção (que quebraria no dia em que não seguissem), o servidor procura os arquivos e reporta o que encontrou.

Um arquivo descoberto aparece com o nome, o tamanho e a data. Se ele não pertence a nenhum agente específico, é listado no nome do servidor, com a etiqueta SERVIDOR — porque ele é do servidor, não obra de um agente.

Lista de arquivos, com um documento gerado pelo agente e a etiqueta do servidor

Encontrar um arquivo

A lista vem paginada, 25 por página, e acima dela há uma busca por nome do arquivo — ela ignora maiúsculas e minúsculas. Ao lado ficam os filtros por agente e por origem (enviados ao agente, gerados pelo agente, ou os dois). Buscar ou filtrar volta para a primeira página, para você não procurar um resultado numa página que já passou.

Descoberta é listagem, não cópia

Isto é o ponto central da página: descobrir um arquivo não envia o conteúdo dele para a Bia. O que trafega é nome, tamanho e data. O conteúdo continua no seu servidor.

Por isso a maioria das linhas mostra No seu servidor em vez de um botão de download.

Buscar do servidor

Para ver o conteúdo, clique em Buscar do servidor. A Bia pede o arquivo ao seu servidor, segura os bytes por cerca de 10 minutos — o tempo de você baixar ou visualizar — e depois descarta. O conteúdo nunca entra no armazenamento permanente.

Durante essa passagem os bytes ficam cifrados no disco da Bia, e a chave que os abre vive fora do disco. Isso tem uma consequência prática: quando os 10 minutos vencem, o arquivo já é ilegível antes mesmo de ser apagado. Um download simples apaga a cópia na hora, e nada legível de cliente fica parado no disco da Bia em momento algum.

Precisa que o servidor esteja online — se estiver offline, o botão fica desabilitado e diz o porquê.

O visualizador abre imagens, vídeo, áudio, PDF, markdown, texto e código direto no painel. O que não dá para pré-visualizar, você baixa.

Visualizador aberto, mostrando o markdown que o agente escreveu

A lista reflete o servidor

Se um agente apagar um arquivo, a linha correspondente sai da lista sozinha — o servidor reconcilia o que reportou com o que ainda existe em disco e avisa a Bia do que sumiu.

Você também pode encontrar isso ao clicar em Buscar do servidor em algo que acabou de ser apagado: a Bia diz que o arquivo não está mais lá e remove a linha na hora.

Uma exceção proposital: arquivos cujo conteúdo a Bia já guardou nunca são removidos da lista. Eles continuam disponíveis para download mesmo que sumam do servidor — a cópia é sua.

O que fica visível

A busca do servidor não é uma varredura do disco inteiro. Ela olha as pastas dos agentes e a pasta pessoal do usuário do runtime, respeitando limites de profundidade e uma lista de formatos permitidos (imagens, documentos, planilhas, arquivos compactados).

Formatos onde credenciais costumam ser escritas — .env, .json, .yaml, chaves, bancos de dados — ficam de fora por construção, não por exceção. Pastas do sistema, a pasta do conector e a sua pasta compartilhada privada nunca são varridas.

Isso é higiene, não uma barreira de segurança: um agente que consegue ler um segredo consegue copiá-lo para um .txt. A proteção real é não dar ao agente acesso que ele não precisa — veja Conexões.

Onde os bytes ficam, quando ficam

Se você configurou um bucket S3 próprio em Credenciais, os arquivos de conversa vão para o seu bucket. Sem bucket configurado, a Bia guarda só os metadados e o conteúdo permanece no servidor, disponível pela busca sob demanda.

Próximos passos