Credenciais e privacidade
Em Credenciais ficam as chaves que fazem seus agentes funcionarem — e os controles sobre o que a Bia guarda dos seus dados.
As páginas são agrupadas por assunto, para você achar pelo que procura e não pelo nome técnico:
- Serviços — Modelos, Chat para interações, Imagens, Busca na web, Voz e Outras integrações.
- Servidores — Provedores de hospedagem e Chaves SSH.
- Seus dados — Armazenamento e banco de dados, Backup e Dados.
Chave do seu LLM
A chave do provedor de modelo é o que dá aos agentes a capacidade de pensar. Você cadastra a sua, e ela é enviada ao seu servidor.
A Bia não revende inferência e não fica no meio da conversa com o provedor. O seu servidor fala direto com ele, e a fatura é sua. Isso é deliberado: significa que você escolhe o modelo, negocia o preço e pode trocar de provedor sem pedir licença.
Bots do Telegram
Os bots ficam em Credenciais → Chat para interações. Cada agente que fala no Telegram precisa do seu próprio bot — o Telegram não aceita dois processos no mesmo token.
Aqui você também define quem pode conversar com os bots. Um bot é público por natureza: qualquer pessoa que descubra o nome dele consegue mandar mensagem. A lista de pessoas autorizadas é o que impede um estranho de falar com o seu agente, então mantenha-a curta.
Chave de busca na web
Em Busca na web você cadastra a chave de um provedor de busca (Firecrawl, Tavily, Exa, entre outros). Com ela, os seus agentes passam a pesquisar na web aberta — concorrentes, fornecedores, uma empresa antes da ligação. As páginas vizinhas guardam as demais chaves de capacidade: Outras integrações (Composio — Gmail, agendas e CRMs por uma chave só) e Voz (ElevenLabs, para os agentes falarem).
O runtime escolhe o provedor sozinho a partir das chaves que existem, então basta cadastrar uma. Sem nenhuma chave de busca, o agente não pesquisa na web aberta — ele ainda consegue consultar um endereço específico que você indicar, mas não sai procurando por conta própria.
Como no modelo, a conta é sua: a Bia não revende busca e não fica no meio.
Armazenamento próprio (S3)
Por padrão a Bia guarda apenas metadados dos arquivos, e o conteúdo permanece no seu servidor.
Se você quiser que os arquivos de conversa fiquem guardados de forma permanente, aponte um bucket S3 seu (endpoint, bucket, região e as chaves). A partir daí os bytes vão para o seu bucket — não para o nosso.
Banco de dados próprio
O histórico de conversas e o quadro de tarefas ficam num banco gerenciado pela Bia. Você pode apontá-los para o seu próprio Postgres.
Antes de migrar, a Bia testa as credenciais criando e apagando uma tabela de verdade — verificar permissões pelo catálogo não prova nada. Só depois disso ela cria as tabelas, copia os dados existentes e vira a chave.
O que a Bia guarda (e como desligar)
Na página Dados, você controla o que é registrado:
- Conteúdo de conversas — as mensagens trocadas.
- Conteúdo de tarefas, habilidades e agendamentos — os textos dentro deles.
- Arquivos — metadados sempre; conteúdo só se você configurou um bucket.

Cada um desses pode ser desligado. Com o registro desligado, a Bia continua gerenciando os agentes, mas o histórico deixa de ser guardado — e o painel deixa de conseguir mostrá-lo. É uma troca real: menos dado guardado, menos visibilidade.
Mudanças de custódia pedem confirmação da sua senha, porque desligar o registro é uma decisão difícil de desfazer: o que não foi guardado não volta.
Anonimização
Ao desligar o registro de conteúdo, você pode anonimizar o que já existe. A Bia é explícita sobre o que isso faz e o que não faz — ela não promete apagar o que já saiu para outro sistema, e diz isso na tela em vez de deixar você supor.
O que nunca sai do seu servidor
Independente dessas opções:
- As chaves do seu LLM ficam no seu servidor.
- Sua pasta compartilhada privada nunca é varrida nem listada.
- Formatos onde credenciais vivem (
.env,.json,.yaml, chaves, bancos) ficam fora da descoberta de arquivos por construção. - Arquivos que você busca sob demanda passam pela Bia cifrados e são descartados em minutos. A chave que os abre fica fora do disco, então nada legível de cliente fica parado por lá — veja Arquivos.
Próximos passos
- Conexões — acesso a bancos e repositórios.
- Arquivos — o que é listado e o que é guardado.
- Backups e restauração — cópias no seu bucket.